quinta-feira, 16 de março de 2017

11 coisas que só quem é de Aracati vai entender


Aracati, em Tupi Guarani, quer dizer “terra dos bons ventos”. E isso se aprende logo que um aracatiense se entende por gente. Por isso quando alguém coloca a cadeira na calçada lá em Jaguaribe, por exemplo, certeza que está esperando o vento Aracati. Isso dá um certo orgulho, sabe?! Aliás, esse pedaço de chão espremido entre rio e mar, já se chamou Cruz das Almas; Arraial de São José dos Barcos do Porto dos Barcos do Jaguaribe, Santa Cruz de Aracati e, desde 1842, Aracati.
1 – Picolé Zé de Sofia

Na verdade, o nome da sorveteria é Sucesso, mas como tudo e todos por lá são conhecidos pelos pais… Mero detalhe, porque o que faz a diferença é o sabor de picolé. Pensar que é um picolé como outro qualquer é heresia.

2 – Suco de Tamarindo de ‘Seu Ponciano’

É quase um patrimônio cultural aracatiense. A fórmula pertence à família e é irrevelável. Como você não vai mesmo saber fazer em casa, aproveita e vai lá na Casa Ponciano, que é uma volta ao passado. Ahh…. não aceita cartão de débito, mas tem a caderneta.

3 – Sanduíche de Xicão

Depois do picolé de Zé de Sofia, de experimentar o suco de tamarino dos Ponciano, você precisa comer o sanduíche de Xicão. Não necessariamente nesta ordem. Xicão é um visionário. Muito, mas muito antes do boom dos food truck, ele já fazia sucesso com o seu carrinho no beco do museu (rua Barão de Messejana). O sanduíche é ótimo e o papo também. Se Xicão não souber seu nome, ele vai mandar um “primo (a)”. De uma coisa pode ter certeza: você voltar.

4 – Apelido

Sem essa de bullyng! Lá em Aracati, e não é de hoje, desde a época de Castorina Pinto, que é assim: todo mundo tem apelido. A fama de Castorina se perpetua.

5 – Nomes de ruas

São poucas as ruas da cidade que são conhecidas pelos próprios nomes. Nem a mais famosa delas escapa. A rua Coronel Alexanzito é popularmente chamada Rua Grande.

6 – Fé

A padroeira da cidade é Nossa Senhora do Rosário, mas a maior festa religiosa da cidade é 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Nesse período, um parque de diversão, cuja propaganda sempre é maior do que a realidade, se instalava na cidade. Ali, era hora e lugar para se ‘arrumar’ (namorar). Um cacho de pitomba era quase um quite obrigatório de quem ia à Coréia (nome dado ao parque).

7 – Via Litorânea

Domingo é dia de praia. No meu tempo, já era um avanço se comparado a anos anteriores, a empresa de ônibus, Via Litorânea, era a única que fazia o itinerário Aracati – Majorlândia – Quixaba. O bagageiro era mínimo. Com isso, era comum sentar ao lado de uma caixa de peixe; quando você tinha a sorte de ir sentado. Nunca desci pela porta de trás, mas uma boa tática de não pagar passagem é mostra uma nota de R$ 50,00. Quase nunca o tinha troco e caia no esquecimento do trocador.

8 –   Beco do Museu

Perna cabeluda, loira do banheiro, nada me assustava mais do que o ‘Beco do Museu’. A ruela que liga duas vias importantes se fechava a meia noite em ponto. Seja lá onde estivesse, voltava antes do horário mal assombrado.

9 – BRO – bros

Uma caixa de som sem equalização alguma na entrada do Xepão anunciava as promoções de fim de ano. Na verdade, a partir de setembro começa o queima. Minha mãe, como várias outras, aproveitava pra renovar o estoque de cuecas e meias. De vez em quando, ganhava uma camisa ou calção, às vezes os dois. Só às vezes.

10 – Pitu

Infância no interior o que mais se faz é brincar. Sabe esconde-esconde? A gente brincava, mas valia por toda a cidade. Exatamente. Você poderia se esconder em qualquer lugar da cidade. Várias vezes, ‘me escondia’ na minha cama. Corria pra casa e dormia.

11 – Carnaval

Para os aracatienses, carnaval transcende à festa atrás dos trios. Mesmo quem não sabe dançar (eu), mesmo que tenha agorafobia (minha mãe) todos nós amamos carnaval. Gostamos tanto que na manhã de quarta-feira de cinzas, reservamos forças para sair no Bloco dos Loucos, na Praça da Coluna.


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